Espetáculo passado em cortiço trata do nascimento do samba, das lutas operárias e do sincretismo religioso

Encenada à luz do dia, originalmente nos prédios históricos da vila operária Maria Zélia, em São Paulo, a peça “Hygiene” é baseada em uma pesquisa sobre o processo de higienização urbana no Brasil do fim do século XIX, época áurea dos cortiços. Foi desses caldeirões de misturas que surgiram os embriões nossa identidade e as desigualdades sociais que nos marcam até hoje.

Ganhadora do prêmio Qualidade Brasil e indicada aos prêmios Shell e Bravo, a peça conta a história de operários, imigrantes, meretrizes e ex-escravos do Rio de Janeiro na virada do século XIX para o XX, quando a habitação virou uma questão pública e a sociedade, inspirada por modelos urbanos europeus, resolveu pôr em prática a idéia da casa unifamiliar.

O grupo, que tem um trabalho contínuo de dez anos, usa prédios históricos como espaços cênicos. Desde 2004, realiza uma residência artística na vila operária Maria Zélia, tombada pelo Patrimônio Histórico.

No elenco: Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim, Ronaldo Serruya e Tatiana Caltabiano. Dia 23/7 (sábado), às 11h na Calçada da Fama e Praça Santa Teresa.